Timor-Leste levou a cabo uma das mais significativas reformas curriculares da sua história: um Currículo Nacional do Ensino Básico que reflete a identidade, as línguas e a cultura timorenses, preparando ao mesmo tempo os alunos para o mundo moderno.
A Reforma de 2015
Aprovado por decretos-leis em 2014–2015, o currículo reformado para o pré-escolar e para o 1.º e 2.º ciclos do ensino básico introduziu, pela primeira vez desde a independência, a exigência de que os alunos sejam ensinados em tétum e o estudem formalmente ao longo de todo o ensino primário. O tétum é a primeira língua de literacia e de ensino, sendo o português introduzido progressivamente para que os alunos dominem ambas as línguas oficiais no final do ensino básico. A Literacia em Tétum e a Literacia em Português são disciplinas autónomas e, simultaneamente, línguas de ensino.
Porque É Importante a Reforma
- As crianças aprendem melhor numa língua que compreendem — aprender inicialmente em tétum constrói bases mais sólidas
- O currículo valoriza a cultura, a história e o conhecimento local timorenses
- Progressões de aprendizagem claras apoiam os professores com planos de aula, materiais e instrumentos de avaliação
Aplicação e Apoio
Aplicar um novo currículo em todas as salas de aula é um esforço de longo prazo. O Ministério apoia as escolas através do Gabinete de Avaliação, Desenvolvimento Curricular e Recursos Pedagógicos, da formação de professores no INFORDEPE, da liderança escolar e mentoria através do ALMA, e de melhores materiais e avaliação no âmbito do projeto BEST.
Trabalho em Curso
O Ministério anunciou a continuação dos trabalhos em novos currículos para elevar a qualidade da educação — incluindo o alinhamento do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário com os ciclos iniciais já reformados, e a integração das competências digitais e da pedagogia inclusiva em todos os níveis.
